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domingo, 4 de abril de 2010

belgië, prólogo



detesto viajar, especialmente sozinho. se for sozinho de comboio, camioneta ou avião, o mais provável é que alguém se sente ao meu lado e obrigue a uma intimidade silenciosa perfeitamente dispensável. o silêncio, uma das mais belas capacidade humanas desperdiçada com um perfeito desconhecido; isto, claro, torna-se especialmente desconfortável quando a companhia não tem perfeita noção espacial e desborda para o espaço dos outros.

por essa razão, procuro sempre os lugares da janela; não tanto pela paisagem, mas pela possibilidade de fugir dos vizinhos de viagem ao esborrachar-me contra a janela. o lugar da janela tem ainda a vantagem de permitir pousar os olhos em lado nenhum sem que o caminho até esse ponto se cruze com outra pessoa, facto que elimina toda e qualquer virtude que o espaço extra do lugar do corredor possa ter.

mas tudo isto para dizer que, a caminho para a bélgica, em vez das paisagens, eram as vantagens e desvantagens do teletransporte que me ocupavam o cérebro. carro, comboio, metro, avião e carro de novo. entre cada um, espera sentado, espera de pé, espera encostado a uma parede. no total, umas sete horas de suspiros de desespero: "pf!, nunca mais chego!"; não era tão melhor se o tempo que perdemos a caminho pudesse ser desperdiçado numa esplanada flamenga com uma blonde leffe?


escrito por by joão martinho Email post



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