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domingo, 11 de janeiro de 2009

2.

descobriu-lhe a mão sem querer, de olhos quase fechados. a noite fria, o banco frio, a timidez gelada na face; descobriu-lhe a mão sem querer e segurou-a sem descolar os olhos do horizonte desfocado. tremia-lhe o coração só de pensar os lábios dela e, num movimento brusco, puxou-lhe a mão para o colo. desajeitadamente, beijou-a num pequeno instante e pousou-a de novo no colo. segurava-a agora com as duas mãos, como se tentasse espremer delas o desejo de a agarrar com força num abraço.

sumiam-lhe as palavras, mas pesava cada vez mais, como se o beijo que fugia lhe roubasse todas as cores, as vontades, os sonhos; como se o beijo que fugia lhe deixasse apenas o peso de não ter nada, de ser nada, peso morto.

engoliu em seco quando sentiu outra mão abraçar o laço de mãos que tinha no colo. era um dia frio, mas ardeu das mãos até ao coração e foram dois ou três segundos até que o coração ameaçasse rebentar da força de bater. ao sentir a cabeça dela pousar no ombro, beijou-lhe os cabelos e as mãos dela apertaram as dele. olhou-a pela primeira vez depois de entrelaçarem as mãos e era como se os lábios dela o chamassem baixinho; abraçou-a, mas os lábios dela fugiram.

era o frio que o empurrava para a vertigem de um amor urgente e lhe rasgava o coração em finas placas de gelo. era o tempo que não esquecia e o frio que não perdoava.


escrito por by joão martinho Email post



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